Poesia e Mendicidade
V
Hoje o Poeta-caminheiro errante,
Que tem saudade de um pai's melhor
Pede uma pe'rola-'a mare' montante,
Do seio 'as vagas pede um outro amor.
Alma sedenta de igual na terra
Busca apagar aquela sede atroz!
Pede a harmonia divinal, que encerra
Do ninho o chitro...da tormenta a voz!
E o rir da folha, o sussurrar da fala,
Trinos da estrela no amoroso estio,
Voz que nos poros o Universo exala
Do c'eu, da gruta, do alcantil, do rio!
Pede aos pequenos, desde o verme ao tojo,
Ao fraco, ao forte...preces, gritos,uivos...
Pede das aguias o possante arrojo,
Para encontrar os meteoros ruivos.
Pede a mulher que seja boa e linda
_Vestal de um tipo que o ideal revela...
Pois ser formosa e' ser melhor ainda?...
Se 'es boa pra ti..'es luz...mas se es formosa, estrela.
Outro autor.
Hoje o Poeta-caminheiro errante,
Que tem saudade de um pai's melhor
Pede uma pe'rola-'a mare' montante,
Do seio 'as vagas pede um outro amor.
Alma sedenta de igual na terra
Busca apagar aquela sede atroz!
Pede a harmonia divinal, que encerra
Do ninho o chitro...da tormenta a voz!
E o rir da folha, o sussurrar da fala,
Trinos da estrela no amoroso estio,
Voz que nos poros o Universo exala
Do c'eu, da gruta, do alcantil, do rio!
Pede aos pequenos, desde o verme ao tojo,
Ao fraco, ao forte...preces, gritos,uivos...
Pede das aguias o possante arrojo,
Para encontrar os meteoros ruivos.
Pede a mulher que seja boa e linda
_Vestal de um tipo que o ideal revela...
Pois ser formosa e' ser melhor ainda?...
Se 'es boa pra ti..'es luz...mas se es formosa, estrela.
Outro autor.

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