Insípidos Símbolos

Por quase passar o dia inteiro dentro de um aviao, decidi ler todas as materias que a Revista da Companhia Aérea anunciava. Um artigo em especial  me chamou a atenção, por isso decidi compartilha-lo com vocês meus caros leitores.

Estamos em tempos virtuais e midiaticos. As pessoas ja nao se olham. Elas sao vistas. E fotografas e flagradas. Onde, nao importa, o que vale e a foto. Aqueles homens e mulheres que antigamente te envolviam com um simples olhar de fazer o corpo tremer de prazer estao em extinção.  Hoje, e rarissimo estabelecer a fina sintonia por meio de uma boa conversa que termine em risos e beijos noite adentro. Os amantes , no maximo, teclam entre si varando madrugadas. Ou mandam torpedos que chegam em momentos quando nao da para responder. E' mais seguro e menos trabalhoso. Dificil encontrar hoje uma turma de amigos que se encontram fielmente ha anos, aprofundando discussões, consolidando vínculos e apoiando uns aos outros. E que constroem a vida amparados nessa amizade.
As redes virtuais oferecem encontros instantâneos _porem volateis. Tudo muito moderno. E pobre. De uma pobreza de espírito tao esquálida e assustadora quanto a perfeicão fisica e siliconada dessas espécies meio androides que, nao a toa, falham em nos causar qualquer arrepio de emocao.  E enquanto os lindos de vez esgotam suas competências na malhacao perene e na superexposicao, nossa alma triste diante de tanta precariedade e, em vez de vibrar de amor e se expandir, perde-se no imenso labirinto de vazio e falta de emocoes.

Por Claudia Matarazzo.

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