Um estado incomum de felicidade
As pessoas merecem uma segunda chance, inclusive eu. Porque minha composição é de sentimentos. Sou subjetiva. Sou intensa. Minha tristeza é forte como é o meu estado de felicidade. Estou triste. Porque estou quase explodindo. Falta encanto e falta confiança. Talvez seja a hora da crise dos 24 anos. Você começa a se afastar de tudo que te atrasa. E chega mais perto de você. Porque é a única coisa que te faz feliz é a evolução do seu eu. Te faz feliz, não é quem te diz palavras bonitas, quem te encanta por alguns dias e te desencanta pelo resto dos dias. Não preenchem em nada. Não tocam parte alguma da sua alma. Deixam ir embora todo encanto e toda beleza. Porque de você só levou um pedaço superficial. Ou o que pode ter sido dado. Relações que só ficam na margem. Margem da confiança, margem da honestidade, margem da profundidade. Eu estou cansada de desconfiar. Estou cansada de me contentar com o pouco. Nao quero dar o suficiente. Quero dar tudo. Quero receber tudo. Quero o muito. Quero o melhor. Eu quero acreditar nas minhas relações. Não quero passividade. Quero cometer um ato extravagante por Deus. Um ato extravagante por alguém. Preciso ser perdoada. Preciso perdoar. Sou uma pessoa. Sou alguém. E pessoas merecem uma segunda chance. Pessoas dão uma segunda chance às outras. Isso pra mim é a única coisa que faz sentido: a maneira com que pessoas perdoam umas as outras. Que confiam novamente por completo. Eu preciso que alguém confie em mim novamente por completo. Não quero uma fase de crise, quero uma fase de mudança. Mudança em mim. Mudança para o amor de Deus. Quero que a confiança volte, que a espera acabe e o encanto em mim permaneça. As pessoas merecem uma segunda chance, inclusive eu.


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