Casualidade
Hoje não tem história, não tem poemas e nem metáforas. Apenas uma conversa casual. Entre, espere, fique á vontade. Tome um chá, chegue perto da janela, pegue uma revista, olhe o jardim. Eu cuido dele todos os dias, eu rego o jardim onde as flores são as pessoas. O jardim é um presente pra quem o contempla. Se voce o olhar indiferente, ele poderá secar. Mas eu confio no seu olhar de carinho. Eu o ajudarei a sobreviver a qualquer olhar de modéstia e desconfiança. Seja bem -vindo. Faça amizade sincera comigo, leia minhas cronicas, elas não são nada extraordinárias, mas são minhas, têm a porção mais íntima de mim. São cartas que eu escrevo pra mim mesma, destinadas ao meu próprio coração, é a minha voz que nunca se cala. E quando se cala ela precisa ser ouvida com o silêncio. Entre, deixe saudade, dê gargalhadas comigo, chore, dizem que a gente sorri quando nas entrelinhas de uma história quando se familiarizamos, acredita nisso? Minhas histórias podem ser as suas, elas são de um ser humano também. Que sente como voce. Que tem medo como voce, que sofre como voce, que recupera como voce. Mas por favor, não saia sem se despedir. Pois quem parte sem dizer adeus é porque teve medo do encontro, e esse encontro foi diário, mesmo que tenha sido pelo nosso pensamento. Nas entrelinhas. Se despeça, se for embora. Comigo, sempre deixará saudades.
Ass: Daniella.


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