Kaio, o poeta das flores





Um dia eu passei por uma esquina
onde eu vi a minha alma inteira
dentro de um menino.
Ele tinha uma vida boêmia.
E exalava poesia.
Um infame e ao mesmo tempo doce, jeito de ser.
Gostava de flores,
Mas não era carente.
Vivia perambulando sozinho por aí
atrás de olhar a alma das pessoas
E prestar atenção no olhar delas.
Tinha um olhar caído
Mas não era triste,
era um olhar sereno e
marcante.
Parecia que era auto-suficiente
Mas gostava de chamego
e cafuné.
Tocava e cantarolava suas poesias
Era capaz de contaminar os outros com isso,
Maravilhosamente tóxica.
Era um menino das letras
Mas preferia agir com o coração.
Hoje eu estou bem longe daquela esquina
Talvez em outro Estado
Mas a minha alma ainda está ali dentro daquele menino. Quadro (Menino das flores, Picasso).

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