Fortaleza, 2017.


Dia quente. Meu corpo se debruça. Tanta água ao meu redor. Piscina, mar. Clareando e saudando minha solidão. O vento me toca muitas vezes como a vida: uma vez me esfriando a pele, o coração, outra me aquecendo o corpo, a alma e tudo que me integra. Num momento eu sinto meu exílio tão doce, que o barulho do mar consola de um jeito familiar. Eu ouço aquele gemido silente que brado por dentro quando sofro, indolente nos meus pensamentos e profundamente sentido em meu corpo. Eu também ouço o som que grito de alegria, ou de tesão. Eu ouço o som de uma natureza intocável.

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